Círculo Monárquico de Ponta Grossa


"O mal grandíssimo e irremediável das instituições republicanas é deixar exposto à ilimitada concorrência das ambições menos dignas o primeiro lugar do Estado, e desta sorte, o condenar a ser ocupado, em regra, pela mediocridade!"

"O Império era uma escola de estadistas. A república é uma praça de negócios!"

(Frases de Rui Barbosa, inicialmente um ferrenho republicano!)



Escrito por Adriano P. Gulherme às 21h49
[ ] [ envie esta mensagem ]


Sua Majestade Imperial, o Augusto Senhor D. Luiz de Orleans e Bragança

(de jure D. Luiz I)



Escrito por Adriano P. Gulherme às 21h31
[ ] [ envie esta mensagem ]


Nossas linda bandeira imperial, para quem desconhece!



Escrito por Adriano P. Gulherme às 21h27
[ ] [ envie esta mensagem ]


Como melhorar o regime?

 

Recentemente, em um jornal de grande circulação, foi publicado um artigo intitulado "Melhorar o Regime". Escrito por pessoa culta, começa observando as constantes melhorias introduzidas no parlamentarismo do Reino Unido e noutros países mais desenvolvidos que adotam esse sistema, para, logo em seguida, perguntar: Houve alguma melhoria no presidencialismo praticado na América Latina?

Ao limitar a questão à América Latina, o articulista, certamente, quis se referir ao Brasil e seus vizinhos. No entanto, a mesma pergunta pode ser aplicada a todas as repúblicas presidencialistas do mundo que, à exceção dos Estados Unidos da América, são todas menos desenvolvidas.

Continuando, o texto menciona que as Monarquias da Europa e do Japão, todas parlamentares, são mais desenvolvidas e se mostram mais eficazes do que todas as repúblicas presidencialistas, salvo a exceção mencionada. Infelizmente, o autor, neste ponto, abandona sua análise dos bons resultados apresentados pelos países que adotam a Monarquia Parlamentar, voltando a criticar a república presidencialista, forma política adotada pelos povos em desenvolvimento (particularmente, sempre entendi que a expressão "em desenvolvimento" é um eufemismo criado para camuflar a verdade: "povos atrasados"). Chega mesmo a afirmar, com razão, que o presidencialismo não é adequada para os países atrasados.

O autor segue até o final criticando o presidencialismo, mas não apresenta uma solução. Se limita a passar o problema para os cientistas políticos.

Cabe então perguntar: Por que o articulista, ciente que os resultados apresentados pelas Monarquias Parlamentares são superiores aos das repúblicas presidencialistas, deixa de examinar a questão da forma (monarquia ou república), e se contenta em descrever as mazelas das repúblicas presidenciais?

Sua inclinação quanto ao sistema de governo (parlamentar ou presidencial), embora não revelada de plano, tende ao parlamentarismo. Estamos de acordo com a opção parlamentar, e creio que a maioria dos nossos cientistas políticos têm a mesma opinião. E quanto à forma?

Que espécie de preconceito, pode-se perguntar, leva algumas pessoas a não considerar a forma monárquica, mesmo quando sabem que a melhor solução para a arquitetura política de um país é a combinação do sistema parlamentar com a forma monárquica?

Aqui está o cerne da questão. O articulista, ao deixar de apresentar a sua sugestão sobre a composição mais adequada de forma e sistema de governo, deixa escapar, nas entrelinhas, a constatação do óbvio: a dificuldade não está na evolução da arquitetura política. O fato é que a forma republicana não tem como desenvolver. Até mesmo nos países que adotam a república parlamentar, cresce a opinião de que o sistema funcionaria melhor se o Chefe de Estado não fosse um político ligado aos partidos, bem como, o que é opinião geral, se o mandato dos presidentes fosse mais longo, bem mais longo do que atualmente é praticado.

Neste caso, a questão seria: Qual é a arquitetura política que combina o sistema parlamentar com uma chefia de estado exercida por um cidadão não ligado aos partidos políticos, e cujo mandato é bem maior do que o dos atuais presidentes de repúblicas?

Contate-nos: monarquiapg@hotmail.com



Escrito por Adriano P. Gulherme às 22h02
[ ] [ envie esta mensagem ]


Duas Mentiras

 

Existem algumas afirmações falsas a respeito do nosso Brasil que, de tão repetidas, acabam parecendo verdades. Parece que as mais comuns são as seguintes:

1- O Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão;

2- No plebiscito de 1993, a república venceu.

As duas são falsas. Os fatos as desmentem.

O último país do mundo a abolir a escravidão foi a Arábia Saudita, onde só foi abolida em 1962. E não foram apenas os países árabes que adentraram pelo século XX mantendo a escravidão.

No nosso Brasil, a abolição da escravatura ocorreu em maio de 1888. Em alguns estados de nossa terra, bem antes desta data, nossos irmão negros já eram livres.

Se compararmos o Brasil com os Estados Unidos, logo veremos que os norte-americanos só aboliram a escravatura vinte e poucos anos antes da Lei Áurea. (Em termos de históricos, este intervalo de tempo é mínimo.)

Há de se ter também em conta que, em nossa terra, a abolição foi pacífica. Na América do Norte, foi preciso uma guerra civil que destruiu grande parte do país. Os estados do sul e sua população foram massacrados.

Mas não se pode atribuir à abolição a posição de fato único na libertação dos escravos. Quando da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel, a lei do ventre-livre e a dos sexagenários já haviam reduzido o número de escravos a bem menos da metade do que era antes.

Agora, o plebiscito. Aqui não há muito o que ser discutido. Apurados os votos, os números mostraram que, em mais de um século, a república não conseguiu sensibilizar a alma brasileira. Os números mostram de forma clara que o número de votos que recebeu ficou abaixo dos cinqüenta por cento do eleitorado.

A república perdeu. Não conseguiu a maioria dos votos necessária para legitimá-la.

Para quem esperava uma consagração incontestável da forma republicana de governo, o resultado, além de surpreendente, foi um desastre.

Para os monarquistas, uma vitória. Seus milhões de votos mostraram que é uma força respeitável...

 

Contate-nos: monarquiapg@hotmail.com



Escrito por Adriano P. Gulherme às 21h47
[ ] [ envie esta mensagem ]


Eleição ou preparação do chefe de estado

 

É importante, no estudo das formas de governo, que se esclareça com o devido cuidado a opção que defende a adequada preparação do chefe de estado, o que só é possível nas monarquias, onde a educação do príncipe herdeiro é dirigida para as funções que irá desempenhar, em contraposição à situação do presidente, no caso republicano, cuja escolha através de uma eleição não permite igual preparo, pois o escolhido só é conhecido poucos dias antes de sua posse.

Sob este aspecto, dentre tantos outros, a forma monárquica de governo mostra a sua superioridade sobre as pretensões republicanas. O príncipe, desde o seu nascimento, já é conhecido pelo seu povo como o futuro chefe de estado, permitindo que lhe seja dada uma educação orientada para as funções que irá desempenhar.

Além de uma preparação formal, o futuro rei ou imperador convive com as questões de estado no seio de sua própria família, o que confere à sua preparação um aspecto importantíssimo: a visão histórica. Seus ancestrais, durante séculos, também foram chefes de estado. A história de sua família se confunde com a história de seu povo. Daí resulta uma experiência acumulada impar, difícil de ser transmitida por outro meio que não o da longa convivência.

Por outro lado, qual é a preparação de um presidente numa república? A bem da verdade, os chefes de estado republicanos não são preparados especificamente para o cargo que ocupam. Não é próprio das repúblicas preparar aqueles que poderão vir a ocupar o cargo de presidente. Se o fizesse, ou não seria uma república, pois os futuros mandatários deveriam ser escolhidos já na mais tenra idade, o que dispensaria as eleições presidenciais, ou teria que preparar todo o povo para exercer a chefia do estado, o que é impraticável.

Por conseqüência, o exercício da chefia de estado nas repúblicas sempre terá a indelével característica de coisa improvisada (segundo Eduardo Prado, a república instalada no Brasil, após o golpe militar de 15 de Novembro de 1889, é uma ‘Ditadura Improvisada"). E nem poderia ser de outra forma: o próprio presidente é improvisado

Contate-nos: monarquiapg@hotmail.com

 

 



Escrito por Adriano P. Gulherme às 21h31
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico
15/08/2004 a 21/08/2004
01/08/2004 a 07/08/2004
18/07/2004 a 24/07/2004




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Casa Imperial do Brasil
 Correio Imperial
 Círculo Monárquico de Fortaleza
 Grupo Monarquia do Brasil
 Círculo Monárquico de Belo Horizonte
 Círculo Monárquico de Curvelo
 Monarquia Vale do Paraíba
 Monarquia Barra Bonita
 Círculo Monárquico de Pernambuco
 Manifesto Pela Restauração da Monarquia Parlamentar no Brasil
 Argumento Monárquico
 Folha Imperial